quinta-feira, 4 de junho de 2009

UM PRAZO QUE NÃO VENCE

Retardei o inicio das postagens e retardo também o encerramento.
O prazo para as postagens venceu desde o dia 01 de junho. Nosso prazo para analisar e fazer leitura semiótica de tudo o que nos cerca, nunca finda.
Continuemos.
Foi muito bom. Vou ver o que consigo comentar sobre o que os colegas escreveram e postaram.
Está sendo muito bom e será.
Tchau.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

MADUREIRA CHOROU

No final da década de 50, Joel de Almeida, em samba até hoje lembrado, homenageou uma grande atriz da época, Zaquia Jorge, dizendo na letra da música: “Madureira chorou, Madureira chorou de dor... Gente boa do subúrbio/ que só comete distúrbio/ se alguém a menosprezar...”.
Ontem Madureira chorou, mas de vergonha e de revolta. Alguém a menosprezou. A concessionária de transporte ferroviária, Supervia, através de seus agentes, com aquiescência de um policial militar, desrespeitou os passageiros que utilizam a linha que passa por aquele bairro..
Aquele povo que já sofre com os vagões superlotados, foi chicoteado; nem animais transportados em trens ou caminhões são tratados daquela forma. E olhe que, se um animal for tratado daquela forma, as entidades de proteção “chegam junto” e quem agrediu é punido.
E nós? E o povo? E gente? Como somos tratados?
Já pensaram se o povo reage com distúrbio, como diz o compositor, com mais agressão, a que ponto poderia chegar um episódio como aquele?
Esperamos que tudo seja apurado e que se dê uma punição para quem praticou tal ato que, segundo informações, já vinha sendo praticado há tempo.
Não só Madureira chorou. O Brasil, o povo brasileiro chorou e chora. Revoltado e indignado com o despreparo, com a falta de respeito, com a truculência, dessa gente que, nessas horas, talvez nem se lembre que também é gente.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O ONTEM, O AGORA E O DEPOIS

Costuma-se muito fazer comparações entre músicas do passado e do presente.
Tecem-se opiniões tendendo, algumas vezes, a defender as composições do passado, principalmente no tocante a letras.
Muita coisa boa se compôs no passado.
Minha geração viveu um momento em que nas festinhas em casas de família, ao som de vitrolas e nos bailes em clubes, animados por conjuntos (hoje bandas), ouviam-se e dançavam-se, quase que somente, músicas da Jovem Guarda.
Naquela época havia as mesmas comparações daquelas músicas com as do passado.
Onde está a música de melhor qualidade, agora, num passado mais recente ou num passado mais remoto?
Sempre existiram e existirão músicas de boa e de má qualidade. Porém, sem aqui citar compositores, cantores, estilos musicais ou títulos de músicas, temos que reconhecer que existe muita coisa ruim nos dias de hoje.
Melodias que cansam e letras que doem em nossos ouvidos.
Há, por outro lado, também coisas boas.
O importante é que, o que é bom, fica.
Quem se esquece de “Chão de Estrelas”, de Silvio Caldas e Orestes Barbosa? E nossos bons compositores de hoje serão esquecidos?
Caetano, Gil, Cazuza e muitos outros, somados a Noel, Cartola, Tom Jobim, Vinicius e outra quantidade de nomes, ficarão na história.
Enquanto músicas atuais embalarão as festas, as músicas de qualidade, a todo momento serão lembradas.
Com relação às músicas de qualidade, assim como nossos pais e avós admiraram e cantaram, nós também o fizemos, nossos filhos o farão e seus filhos também.
O que é bom permanecerá, o que é ruim, o próprio tempo se encarregará de apagar.
Felizmente, muitas músicas de hoje, amanhã não mais serão lembradas.
As boas composições de ontem, agora ainda são admiradas e depois continuarão na memória.

ESTACIONAR, ONDE?

Diante de tantas coisas que há muito vêm acontecendo, normalmente nos vem a pergunta: Onde vamos parar?
E novas coisas vêm acontecendo, problemas e mais problemas têm surgido. Tratarei aqui de um que, se não afeta a uma camada maior, pois boa parte da população não possui carro, tem se constituído dor de cabeça para quem vai de carro a algum lugar.
Além do problema de congestionamentos, trânsito lento, buracos na pista, sinalização deficiente e muitos outros mais, quando nos dirigimos a determinados lugares, depois de superadas essas barreiras e chegarmos ao fim do itinerário, nos deparamos com outro: Onde estacionar? Já perceberam como em Salvador cada dia a situação fica pior? Eu falei em determinados lugares, mas na verdade, o problema ocorre em muitos dos nossos destinos. Clínicas, hospitais, bancos, estabelecimentos comerciais, igrejas, escolas, estádios de futebol e muitos outros locais, não possuem estacionamentos com espaço suficiente para a demanda; isso sem se falar dos prédios residenciais com um número de carros de moradores maior do que o numero de vagas do edifício, o que obriga muitos a estacionarem na rua.
E aí? O que fazer? – Muitos devem se lembrar dos antigos estacionamentos que existiam em Salvador: no Comércio, no Vale dos Barris, em São Raimundo, em que se deixavam os carros e havia ônibus confortáveis que cumpriam roteiros pelo centro, deixando os proprietários em locais próximos dos seus destinos.
Não sei se a criação de estacionamentos desse tipo seja a solução. Porém, há necessidade de se tomarem providências para que o caos não cresça.
Depois de enfrentar todo tipo de problemas no trajeto, não encontrar local para estacionar... ninguém merece.

segunda-feira, 30 de março de 2009

BRANCOS DE OLHOS AZUIS

Há poucos dias, quando da visita do premiê britânico, Gordon Brown ao Brasil, o presidente Lula fez uma declaração que provocou reação no Brasil e no exterior, principalmente na Inglaterra. Falou Lula que a crise econômica não foi provocada por negros, índios ou pobres; foi provocada e fomentada por brancos de olhos azuis.
Jornais brasileiros e estrangeiros estamparam manchetes falando do constrangimento a que foi exposto o premiê Brown e que Lula foi infeliz nas suas declarações. Não quero aqui defender o presidente. Porém admitamos: quase toda fala de Lula é interpretada como inoportuna, irresponsável, infeliz etc etc. Esta então, que “mexeu” com os brancos de olhos azuis... Enquanto bradam por ai que ele desapontou o primeiro ministro inglês, que ele não deveria ter dito o que disse e coisas mais, não vejo infelicidade nenhuma no seu pronunciamento.
Para mim, diante de um quadro em que paises do primeiro mundo encetam campanhas para recuperação da economia mundial e conclamam o G20, grupo que inclui paises como o Brasil, de predominância negra, com parte da população da raça indígena e composta de maioria pobre e que, a custo de muito sacrifício conseguiu trazer a economia para um patamar que o credencia a almejar um salto para a saída da condição de emergente a um lugar no primeiro mundo, é normal se ouvir do presidente o que se ouviu.
Embora o Brasil não se omita em participar da luta para soerguer a economia mundial, tem que ficar claro que nós estamos sofrendo reflexos da crise provocada por especulações e apostas erradas feitas por paises de predominância branca e de população rica.
A crise nasceu de brancos de olhos azuis, sim. Por que não dizer?

sexta-feira, 20 de março de 2009

COM A SEGURANÇA NÃO SE BRINCA

Há poucos dias a população brasileira se abalou com a notícia veiculada em toda a mídia sobre o pai que, após desentendimentos e agressão à mulher, suicidou e, na ação do suicídio, matou também sua filha de 05 anos. De uma forma inusitada, após “alugar” um avião para um vôo panorâmico, rendeu o piloto da aeronave, expulsou-o e acionou a máquina empreendendo o vôo suicida e homicida. Após pouco tempo voando, se espatifou no estacionamento de um shopping. Morreu como queria e levou junto a criança inocente.
Abismados com o ocorrido, devemos pensar também no que poderia ter se desencadeado a partir da insana decisão daquele cidadão e a que nível de vulnerabilidade estamos expostos. Imaginemos que consequências poderiam advir de uma aeronave no espaço aéreo, comandada por uma pessoa sem nenhuma aptidão para pilotá-la ou a queda dessa aeronave em um local como escola, igreja, estádio de futebol, shopping, edifício residencial ou empresarial ou outro com presença numerosa de pessoas.
A que nível encontra-se nossa segurança?
É necessário que determinados acessos sejam revestidos de critérios mais rigorosos. Um exemplo: para se acionar uma aeronave deveria haver um sistema com utilização de cartão magnético ou chip, acompanhado de senha só fornecida a pessoas habilitadas. Só um exemplo.
O certo é que os riscos existem. A vulnerabilidade está presente. É preciso que se faça algo.
Não se pode descuidar nem brincar com a segurança.

sexta-feira, 13 de março de 2009

NEM TSUNAMI NEM MAROLINHA

Quando se assolou a mais recente crise econômica mundial, o presidente Lula, em entrevista, declarou que não havia motivo para pânico; enquanto em outros países ela chegava como um tsunami, no Brasil ela chegaria como uma marolinha.
O que hoje está acontecendo em nosso país não é nenhum tsunami, nem também nenhuma marolinha. A economia brasileira está sofrendo, sim. O reflexo chegaria aqui e chegou. Está nossa economia sofrendo o mesmo que a economia de vários países do primeiro mundo? –Não. O sistema financeiro nacional é bem regulamentado; os bancos brasileiros operam seguindo os parâmetros estabelecidos; a regulamentação é obedecida; a farra de hipotecas ocorrida nos Estados Unidos, estopim de toda a crise, aqui nunca ocorreria.
Os opositores do presidente e parte da mídia nacional criticaram sua declaração, acusando-a de irresponsável. Numa análise fria, vê-se que ele sabia que as conseqüências não seriam tão drásticas como em outros países. Acreditaria ele que a crise chegaria aqui como uma simples marolinha? Não creio. Porém, um chefe de estado tem que se preocupar também com o que fala, evitando que uma declaração venha provocar pânico e terror.
O interessante de tudo isso é que agora, com o Brasil sofrendo os efeitos da crise, políticos de oposição e comentaristas de economia, falam desses efeitos como que vibrando com o que está acontecendo, seguindo a linha do “quanto pior, melhor”, pois assim, têm motivo para falar.
Acredito que os dias atuais e vindouros mostrarão que, embora não venhamos a ter dias maravilhosos, também não teremos dias de pânico.