Costuma-se muito fazer comparações entre músicas do passado e do presente.
Tecem-se opiniões tendendo, algumas vezes, a defender as composições do passado, principalmente no tocante a letras.
Muita coisa boa se compôs no passado.
Minha geração viveu um momento em que nas festinhas em casas de família, ao som de vitrolas e nos bailes em clubes, animados por conjuntos (hoje bandas), ouviam-se e dançavam-se, quase que somente, músicas da Jovem Guarda.
Naquela época havia as mesmas comparações daquelas músicas com as do passado.
Onde está a música de melhor qualidade, agora, num passado mais recente ou num passado mais remoto?
Sempre existiram e existirão músicas de boa e de má qualidade. Porém, sem aqui citar compositores, cantores, estilos musicais ou títulos de músicas, temos que reconhecer que existe muita coisa ruim nos dias de hoje.
Melodias que cansam e letras que doem em nossos ouvidos.
Há, por outro lado, também coisas boas.
O importante é que, o que é bom, fica.
Quem se esquece de “Chão de Estrelas”, de Silvio Caldas e Orestes Barbosa? E nossos bons compositores de hoje serão esquecidos?
Caetano, Gil, Cazuza e muitos outros, somados a Noel, Cartola, Tom Jobim, Vinicius e outra quantidade de nomes, ficarão na história.
Enquanto músicas atuais embalarão as festas, as músicas de qualidade, a todo momento serão lembradas.
Com relação às músicas de qualidade, assim como nossos pais e avós admiraram e cantaram, nós também o fizemos, nossos filhos o farão e seus filhos também.
O que é bom permanecerá, o que é ruim, o próprio tempo se encarregará de apagar.
Felizmente, muitas músicas de hoje, amanhã não mais serão lembradas.
As boas composições de ontem, agora ainda são admiradas e depois continuarão na memória.